MARKETING, ESTUDO DE CASO DA MICROSOFT
MICROSOFT, O DOMÍNIO
DO MUNDO CIBERNÉTICO
A Microsoft
Corporation é uma empresa americana com sede em Redmond, Washington, que
desenvolve, fabrica, licencia, apoia e vende softwares de computador, produtos
eletrônicos, computadores e serviços pessoais. Entre seus produtos de software
mais conhecidos estão as linhas de sistemas operacionais Windows, a linha de
aplicativos para escritório Office e o navegador Internet Explorer. Entre seus
principais produtos de hardware estão os consoles de videogame Xbox, a série de
tablets Surface e os Smartphones Microsoft Lumia, antiga Nokia. É a maior
produtora de softwares do mundo por faturamento, e uma das empresas mais
valiosas do mundo
A Microsoft foi fundada em 1975, quando Bill Gates, então com
19 anos, deixou Harvard para trabalhar com um colega do colegial, Paul Allen,
em uma versão da linguagem de programação Basic. Depois de mudar a empresa de
Albuquerque para Seattle, em 1979, Gates e Allen começaram a criar softwares de
sistemas operacionais. O que aconteceu com a empresa desde a sua fundação é uma
história conhecida e já contada inúmeras vezes. Aqui estão algumas das
principais estratégias que permitiram à Microsoft alcançar notável crescimento
nesse setor tão competitivo. Inovação de produto: a Microsoft alcançou sucesso
logo cedo por causa de uma única inovação de produto.
Em 1980, a IBM a contratou para criar o sistema operacional
de seus novos PCs, o que levou ao lançamento do Microsoft Disk Operating System
(MS-DOS). Como outros fabricantes de computadores desejavam compatibilidade com
as máquinas da IBM, a Microsoft foi rapidamente adotada como o sistema
operacional padrão para PCs. Estratégia de extensão de marca: a Microsoft usou
seu poderoso nome de marca para lançar produtos de soft ware, como o Microsoft
Word, o Microsoft Office e o Microsoft Internet Explorer. Em 1989, ela se
tornou a maior vendedora de software do mundo, ostentando a mais ampla gama de
produtos de software e aplicativos, bem como a mais alta margem de lucro do
setor (perto de 25 por cento).
Afinal, quando se lança um produto sob uma marca já forte, é
possível conseguir reconhecimento instantâneo e credibilidade com muito menos
despesas de propaganda. Atualmente, a Microsoft tem a segunda marca mais
valiosa do mundo (103 bilhões de dólares), atrás apenas da Procter &
Gamble. Muita propaganda: à medida que a empresa amadureceu e procurou novos
caminhos para o crescimento, aumentou a propaganda tanto dos produtos como da
marca. Em 1994, a Microsoft realizou duas importantes mudanças: contratou o
diretor de marketing e propaganda da Procter & Gamble e desenvolveu sua
primeira campanha global.
A campanha dobrou o orçamento da empresa, que foi parar nos
100 milhões de dólares; no ano seguinte, esse número subiu para 200 milhões
graças ao lançamento do Windows 95. Hoje, a Microsoft costuma investir 50 milhões
de dólares na divulgação de um único produto. Há pouco tempo ela gastou 150
milhões de dólares para promover a nova versão do Microsoft Office. Seus
anúncios sugerem que o cliente pode ir mais longe quando usa produtos
Microsoft: “Yes, you can” (“Sim, você pode”), “Software for the agile business”
(“Software para empresas ágeis”) e “Realize your potential” (“Realize seu
potencial”) são alguns dos slogans usados. Tenacidade competitiva: as
agressivas práticas competitivas da Microsoft lhe possibilitaram conquistar um
papel de liderança em muitas categorias de produtos, mas também resultaram em
batalhas legais.
O Departamento de Justiça dos Estados Unidos moveu uma ação
antitruste contra a Microsoft, na qual alegava que ela havia limitado a escolha
do consumidor e prejudicado os concorrentes em parte por embutir softwares,
como o Internet Explorer, em seu sistema operacional. Processos similares na
Europa, no Japão e em vários estados norte-americanos ainda estão pendentes. Além
disso, dado que a Microsoft suplantou a IBM no setor que a própria IBM criou,
muitas empresas na área de mídia, tecnologia e comunicações encaram com cautela
qualquer tipo de parceria com a Microsoft. Expansão do produto: a Microsoft
expandiu rapidamente seus negócios para além dos sistemas operacionais. Ela
passou de servidores a desktops, de desktops a portáteis e entrou nos eletrônicos
de consumo.
Depois de superar sua relutância inicial em adotar a
Internet, a Microsoft desenvolveu o navegador Internet Explorer em resposta ao
Netscape e o portal Microsoft Network (MSN) para competir com o Yahoo! e a AOL.
O MSN é o segundo maior provedor de serviços da Internet, mas tem apenas cerca
de um terço dos assinantes da líder AOL. Expandindo-se no setor de mídia, a
Microsoft formou uma joint-venture com a NBC para criar a emissora a cabo
MSNBC, que apresenta programação de notícias, finanças e talk shows.
Recentemente a empresa apresentou o console de videogame Xbox, destinado a
competir com os sistemas avançados de games da Sony e da Nintendo. Integração
de produto: a Microsoft usa a integração entre seus produtos para fomentar a
venda cruzada.
Seu software
empresarial integra-se com o software para desktop e a plataforma Windows para
desktop integra-se com a plataforma PDA para PocketPC. Um relógio de pulso com
software Microsoft pode receber mensagens da versão para desktop do Microsoft
Outlook. Há pouco tempo, a empresa forneceu gratuitamente cópias do mais novo
Microsoft Office Suite para clientes empresariais. Toda vez que os usuários da
cópia gratuita tentavam acessar algum recurso mais avançado do Office, recebiam
uma mensagem dizendo que precisavam do Microsoft Exchange Server (um produto
empresarial caro que ajuda a Microsoft a solidificar seu poder sobre os
clientes). A Microsoft continua no caminho da integração mais profunda.
Seu conceito .Net foi idealizado para mesclar diretamente o
Windows com a Internet. O Microsoft .Net permitirá que múltiplos dispositivos —
PCs, telefones sem fio, pagers, câmeras digitais, PDAs e outros ‘dispositivos
inteligentes’ — funcionem juntos por meio de conexões via Web, com facilidade
sem precedentes. A empresa está trabalhando também na iniciativa Trustworthy
Computing, para ajudar a aumentar a segurança dos computadores e prevenir
acesso não autorizado a arquivos e máquinas; enquanto isso, ela continua a se
expandir por novos caminhos, com investidas na venda de música on-line,
mecanismos de busca e telefones celulares.
Fontes: “What’s in a name?”, Forbes, 19 abr. 2004, p. 59; Adam
Lashinsky, “Shootout in gadget land”, Fortune, 10 nov. 2003, p. 74; Morag
Cuddeford Jones, “IT’s a lifestyle for Nick Barley at Microsoft”, Brand
Strategy, mar. 2004, p. 18-19.

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