segunda-feira, 30 de maio de 2016

LOJA VIRTUAL, A NOVA CONQUISTA DO MARKETING DIGITAL


 
TENDENCIAS DO MERCADO

O CRESCIMENTO DAS LOJAS VIRTUAIS

 

LOJA VIRTUAL - MARKETING DIGITAL/VIRTUAL OU E-COMMERCE/E-BUSINNES

MAGAZINE LUIZA, UM EXEMPLO DE EXPANÇÃO DAS LOJAS VIRTUAIS

O desenvolvimento espantoso da Internet e do espaço cibernético a partir dos anos 1990, mudou o paradigma do comércio e das transações comerciais em todo o mundo. Hoje vivemos a realidade da civilização digital e como consequência o comercio digital com vendas pela Internet. Assim, é comum a criação de LOJA VIRTUAL em todos os setores comerciais. No Brasil, o MAGAZINE LUIZA é um exemplo de criação e expansão das lojas virtuais.

Comércio eletrônico, e-businnes, e-commerce, comércio virtual ou venda não-presencial (que se estende até venda por telemarketing), é um tipo de transação comercial (com ou sem fins lucrativos) feita especialmente através de um equipamento eletrônico, como, por exemplo, computadores, tablets e smartphones. A crescente informatização das mais diversas atividades transforma a tecnologia da informação (TI) em uma área cada vez mais relevante economicamente. A expansão levou à especialização e, atualmente, é possível encontrar várias sub-áreas de TI dedicadas a tarefas específicas – e que demandam profissionais com conhecimentos igualmente aprofundados.

Seus fundamentos estão baseados em segurança, criptografia, moedas e pagamentos eletrônicos. Ele ainda envolve pesquisa, desenvolvimento, marketing, propaganda, negociação, vendas e suporte. É o segmento que cuida de todas as informações eletrônicas armazenadas por uma empresa. No caso de instituições financeiras, por exemplo, esses dados incluem nomes de clientes e até valores de transações monetárias efetuadas por grandes corporações.

Comércio eletrônico compreende qualquer tipo de negócio/transação comercial que implica a transferência de informação através da internet. Existem diferentes tipos de negócio que se estabelecem por e-commerce, B2B (Business to Business) ou B2C (Business to Consumer) que se dirige diretamente ao consumidor, este último está em franco crescimento nas diversas áreas de negócio bens e serviços, com a proliferação também da oferta de criação de lojas on-line. A criação de uma loja on-line está a ser encarada pelas empresas não apenas como uma atualização, acompanhamento das novas tendências, mas também como uma área de negócio alternativa explorando as suas vantagens face aos métodos tradicionais.

Quem inicia uma loja on-line deverá ter em consideração aspectos básicos, mas determinantes para o sucesso do negócio, nomeadamente:

1.      definição clara do produto e/ou serviço e a sua disponibilidade imediata ou num prazo definido on-line, normalmente dirigido a um nicho bem definido;

2.      atenção os aspectos logísticos do negócio, muito importantes em determinado tipo de bens;

3.      as formas de pagamento disponíveis e os eventuais problemas de segurança que se colocam;

4.      uma estratégia de webmarketing clara que permita conduzir tráfego qualificado para a loja.

O significado de Marketing do Comércio Eletrônico (MCE) vem mudando ao longo dos últimos 30 anos. Originalmente, CE significava a facilitação de transações comerciais eletrônicas, usando tecnologias como Eletronic Data Interchange (EDI) e Eletronic Funds Transfer (EFT). Ambas foram introduzidas no final dos anos 70, a permitindo que empresas mandassem documentos comerciais como ordem de compras e contas eletronicamente. O crescimento e a aceitação de cartões de créditos, caixas eletrônicos, serviços de atendimento ao cliente (SAC) no final dos anos 80 também eram formas de CE. Apesar de a internet ter se popularizado mundialmente em 94, somente após cinco anos os protocolos de segurança e a tecnologia Digital Subscriber Line (DSL) foram introduzidos, permitindo uma conexão contínua com a Internet.

No Brasil, o comércio eletrônico B2C surgiu em 1995, logo depois da internet comercial. Entre as empresas pioneiras nas vendas online, destaca-se Livraria Cultura, Grupo Pão de Açúcar, Lojas Americanas, Magazine Luiza e Booknet, esta última foi comprada por um grupo de investidores e mudou o nome para Submarino (empresa). Em 2006 esses dois sites Americanas.com e Submarino.com.br se fundiram, criando, segundo analistas de mercado, uma empresa com 60% do mercado on line brasileiro.

O crescimento no número de compradores online sempre esteve diretamente relacionado ao aumento das velocidades de conexão. Quanto mais rápida a largura de banda, maior a probabilidade das pessoas comprarem pela Internet, uma vez que a experiência de navegação fica mais agradável, mantendo as pessoas navegando por mais tempo e por mais páginas. Além disso, as lojas virtuais podem explorar funcionalidades tais como provadores virtuais, vídeos e fotos em alta definição, para aumentar a conversão de suas vendas.

O comércio eletrônico vem evoluindo ano após ano e conseguindo novos adeptos, as lojas virtuais não são mais do que vitrines cheias de produtos disponíveis para venda, o mercado de vendas online notou a necessidade de investir em estratégias de marketing para saber o que os clientes acham de seus produtos, acompanhar o processo de pós-venda, saber quais produtos precisam de uma nova versão ou sair de linha de produção. Nos últimos anos vemos a chegada de novas tecnologias que estão dando "asas a imaginação" de muitos marqueteiros de plantão, com isso temos a aparição de novas modalidades no e-commerce.

O crescimento vertiginoso do número de usuários do Facebook despertou o interesse das empresas em estarem presentes nesse canal. É possível criar uma loja virtual dentro do Facebook usando aplicativos de e-commerce. Há vários no mercado a custos bem acessíveis. Esses aplicativos funcionam como uma vitrine de produtos dentro do Facebook. Quando alguém clica no botão comprar, é direcionado para a página do produto, na loja virtual.

Dada a presença massiva da Televisão no Brasil e os avanços do Ginga, a plataforma de TV DIGITAL Interativa do SBTVD, em breve as compras poderão ser feitas durante os anúncios e inserções nos programas de TV. Uma das principais características desta forma de e-commerce é a redução do tempo entre o anúncio e uma venda, o que deverá aumentar ainda mais os números do e-commerce no país. Em 2016 o sinal de TV analógica (como conhecemos) no Brasil deve ser desligado e a maioria das TVs - hoje presentes em mais de 90% dos lares brasileiros - deverá contar com recursos de interatividade que permitirão o T-commerce.

Redes sociais são a verdadeira febre do momento na internet. E como todo bom "marqueteiro" não pode deixar essa possibilidade passar, grandes redes de e-commerce já começam a usá-las como ferramenta de marketing viral, atingindo diretamente seus clientes. As empresas estão buscando usar as redes sociais como ferramenta de atendimento, uma vez que a voz dos consumidoras ganha cada vez mais força com as redes sociais. Consumidores insatisfeitos já conseguem arranhar a imagem de empresas que não resolveram seu problema, compartilhando suas experiências negativas com suas redes de amigos e parentes e até mesmo postando vídeos com depoimentos.

Mais de 20 milhões de pessoas acessaram uma loja online em 2009, um número de expressão, mesmo levando em conta que dos 21 somente 12 milhões efetuaram uma compra (muitos ainda utilizam sites de loja para fazerem pesquisas de preços). E por que isso? De acordo com uma pesquisa feita pelo Datapopular mostrou que 61% dos internautas de baixa renda costumam conferir os produtos em lojas físicas antes de fechar a transação pela internet, ou tem medo de cometerem um erro no momento da compra e não encontram garantias nos varejistas virtuais atualmente, que façam eles transitarem da compra em loja física para a virtual. A insegurança ainda é um obstáculo que o e-commerce esbarra quando se trata do brasileiro de menor poder aquisitivo.

Mesmo assim o Brasil é o segundo país com maior índice de preocupação com transações financeiras on-line, ficando atrás apenas da Alemanha, e a frente de grandes potências econômicas como o USA em estudo foi feito pela Unisys. Em uma escala de 0 a 300, onde 0 representa a não preocupação com a segurança e 300 preocupação elevada, o Brasil obteve 146 pontos (Alemanha ficou com 156 e o México, terceiro lugar, com 141).

No final de 2010, houve um recorde na vendas de produtos online, mais de 35% de crescimento em relação ao ano anterior.

Até 2017 serão mais de 60 mil lojas virtuais no Brasil sendo que dessas, apenas 30% são ativas, ou seja, realizam mais de dez vendas por mês. O alto número de lojas virtuais inativas se dá principalmente devido à facilidade e ao baixo custo de se abrir uma loja virtual, o que atrai muitos aventureiros e empreendedores sem planejamento. Em 2014, o faturamento do comércio eletrônico no Brasil atingiu quase R$ 36 bilhões.

 

 

 

 

COCA-COLA, UM ESTUDO DE MARKETING



COCA-COLA, A GIGANTE MUNDIAL DOS REFRIGERANTES


A Coca-Cola é a marca mais conhecida da história. A cada dia, pessoas em 200 países ao redor do mundo bebem o equivalente a 1,2 bilhão de latas desse refrigerante. O marketing para o século XXI visa alavancar os princípios de marketing duradouros que funcionam e, ao mesmo tempo, inventar novas maneiras de continuar relevante. Fundada em 1883, a Coca-Cola vem conseguindo manter sua marca destacada há mais de cem anos. Suas receitas em 2003 ultrapassaram 21 bilhões de dólares.

O primeiro presidente da Coca-Cola, Asa Candler, instituiu muitas das táticas de marketing que são hoje princípios fortemente sedimentados. Para conquistar novos clientes, ele imprimia cupons que permitiam experimentar o refrigerante gratuitamente. E, para favorecer o reconhecimento da marca, distribuía relógios, calendários e balanças com o logo da Coca-Cola aos farmacêuticos que vendiam a bebida. Também foi ele quem contratou a primeira celebridade da empresa, a cantora de ópera Hilda Clark, na década de 1890. A Coca-Cola expandiu-se igualmente para vários países. Durante a Segunda Guerra Mundial, quando o Exército dos Estados Unidos enviava o refrigerante aos soldados na Europa e na Ásia, a Coca-Cola cimentou sua imagem de ‘a bebida norte-americana’.

Com o tempo, entretanto, a empresa percebeu que precisaria de certa adaptação em cada lugar. Assim, embora use seu característico logotipo vermelho e branco em todo o mundo, ela utiliza agências de propaganda diferentes em cada país, para que a marca tenha um toque local. Por exemplo, os anúncios da Coca-Cola na Espanha mostram o produto como algo para misturar com vinho, refletindo o uso do produto naquele país. A Coca-Cola também vende uma variedade de refrigerantes de diversos sabores em diferentes países. Visitantes do museu da empresa em Atlanta podem experimentá-los — há de tudo, de refrigerante de melancia fresca (China) a um de ervas muito amargo (Itália), passando por um outro de gengibre (África do Sul). Em 2004, foi lançada no Japão uma bebida carbonatada com sabor de cerveja.

Hoje, dois terços da receita da Coca-Cola são provenientes de fora dos Estados Unidos. De fato, é mais fácil enumerar os países onde a Coca não está: Mianmá, Cuba e Síria. Em todo o resto — inclusive em mercados difíceis como Paquistão, Camboja, Libéria, Zimbábue e Colômbia —, a Coca-Cola é um gênero de primeira necessidade amado pelos consumidores. Na verdade, a marca é tão forte e estabelecida que nem mesmo os sentimentos antiamericanos despertados após os atentados de 11 de setembro afetaram suas vendas — a avaliação da marca Coca-Cola aumentou de 68,95 bilhões de dólares em agosto de 2001 para 70,45 bilhões de dólares em agosto de 2003 (o valor da marca rival Pepsi-Cola é de meros 11,78 bilhões de dólares).

A Coca-Cola continua a ser a principal marca global, tendo ficado em 2003 novamente em primeiro lugar na Global Brand Scorecard da Business Week. Apesar de seu poder, o marketing da Coca-Cola precisa evoluir continuamente. A eficácia dos comerciais de TV, por exemplo, está declinando por causa da fragmentação da mídia. Anúncios no horário nobre que atingiam 70 por cento dos norte-americanos na década de 1960 alcançam somente 15 por cento deles em 2004. Diante disso, ela está desviando dinheiro antes usado em televisão para atividades mais experimentais; está, por exemplo, testando em shopping centers uma área de reunião para adolescentes chamada Coke Red Lounge. Nessa sala, além de ter acesso a videoclipes e videogames exclusivos, os jovens podem comprar Coca-Cola em uma máquina transparente.
No Reino Unido, o site mycokemusic.com permite aos internautas baixar legalmente mais de 250 mil canções. Chris Lowe, um executivo de marketing da Coca-Cola, explica como a empresa permanece no topo: “Você não pode jamais trair os valores essenciais da marca, mas pode trabalhar para fazer com que esses valores pareçam renovados e relevantes. Se não conseguir comunicar-se com as pessoas de hoje, vai se tornar um velho ícone”. Lowe descreve os passos para gerar uma campanha sempre renovada: “Há a estratégia de comunicação que você quer transmitir. É preciso testar sua validade e seu impacto entre os consumidores. Então você pega aquele significado essencial da marca e faz com que ganhe vida por meio da propaganda. Depois, você o leva de volta aos consumidores e o testa novamente”. Ainda não se conhecem os resultados da última mudança no marketing da Coca-Cola, mas em 2003 o presidente da empresa, Douglas Daft, disse aos investidores que a Coca-Cola Co. tinha “o que pode ser considerado o mais forte e difuso sistema de marketing e distribuição do mundo”. E, como a Coca-Cola foi o primeiro refrigerante bebido no espaço, talvez até mesmo o céu não seja o limite.

Fontes: Dean Faust, “Coke: wooing the TiVo generation”, Business Week, 1o mar. 2004, p. 77; Paul Klebnikov, “Coke’s sinful world”, Forbes, 22 dez. 2003, p. 86; “Coca-Cola Japan to debut beer-flavored soda next month”, AsiaPulse News, 13 fev. 2004; “How Coke moulded our view of Santa Claus to fuel winter sales”, Marketing, 18 dez. 2003; Gerry Khermouch e Diane Brady, “The top 100 brands”, Business Week, 4 ago. 2003; Fara Warner, “Chris Lowe time to get real”, Fast Company, abr. 2003; www.coca-cola.com.

GE: UMA GIGANTE DO MERCADO MUNDIAL

GE: UMA GIGANTE DO MERCADO MUNDIAL



GE, UM ESTUDO DE CASO
A General Electric Company, também conhecida por GE, é uma empresa multinacional americana de serviços e de tecnologia. A empresa atua como fornecedora de soluções de infraestrutura nos setores de energia, iluminação, transporte e diagnóstico por imagem.
A GE Healthcare, é uma divisão de negócios da GE voltada para a produção de equipamentos de diagnóstico por imagem.
A GE é uma empresa incrivelmente grande, formada por 11 divisões principais que operam em áreas tão diversas quanto eletrodomésticos, motores a jato, sistemas de segurança, turbinas de força e serviços financeiros. A empresa é tão grande (sua receita em 2003 foi de 134 bilhões de dólares) que, mesmo se cada uma de suas 11 unidades de negócios fosse classificada separadamente, todas apareceriam na lista das 500 maiores da revista Fortune.
Se a GE fosse um país, seria um dos 50 maiores e estaria à frente da Finlândia, de Israel e da Irlanda. Nas décadas de 1950 e 1960, ela foi reconhecidamente a pioneira no marketing business-to-business. Nessa época, seu slogan era “Live better electrically” (“Viva eletricamente melhor”). À medida que diversificava sua linha de produtos, a empresa criou novas campanhas, incluindo “Progress for  people” (“Progresso para as pessoas”) e “We bring good things to life” (“Nós trazemos boas coisas para a vida”). Em 2003, a empresa enfrentou um novo desafio: como promover sua marca globalmente com uma mensagem única.
A GE lançou uma nova campanha publicitária, “Imagination at work” (“Imaginação no trabalho”), que ganhou o prêmio B2B Best Award de 2003 como a melhor campanha integrada. Sua finalidade não era simplesmente criar empatia, mas obter resultados comerciais. A campanha promoveu divisões de produtos empresariais da GE como a GE Aircraft Engines, de motores para aeronaves, a GE Medical Systems, de equipamentos médicos, e a GE Plastics, de plásticos.
A meta era unificar essas divisões sob a marca GE, mas dando voz a cada uma delas. A nova campanha ressalta a abrangência dos produtos da companhia. A GE gasta perto de 150 milhões de dólares em publicidade corporativa — uma soma vultosa, mas produtiva por tornar a marca GE seu foco central. A dificuldade em criar uma mensagem unificada estava em identificar cada divisão da GE com essa imagem central. O slogan “Imaginação no trabalho” foi escolhido por sua capacidade de retratar a inovação inerente à ampla gama de produtos da empresa. E parece que a estratégia deu certo. “Um levantamento indica que a GE agora está sendo associada a atributos como alta tecnologia, avanço, inovação, modernidade e criatividade”, relatou Judy Hu, gerente-geral de publicidade e branding global da GE.
Outra descoberta estimulante do levantamento foi a de que os entrevistados ainda associam a GE com alguns de seus atributos tradicionais, como confiança e idoneidade. “Acreditamos que ‘Imaginação no trabalho’ foi uma mensagem global poderosa para nós”, garante Beth Comstock, diretora executiva de marketing da GE. “Nossa meta é ter uma presença mundial maior e mais consistente. Atuar de forma mais abrangente e rápida. No futuro, você enxergará cuidados médicos como sinônimo de GE.” Embora a campanha unifique todas as unidades de negócios, o sucesso da empresa reside na capacidade de  ntender o mercado e o processo de compra de produtos empresariais.
A GE coloca-se no lugar dos clientes organizacionais. Considere, por exemplo, sua abordagem na definição de preços para motores de aeronaves. Seria de esperar que a GE cobrasse um preço específico para cada tipo de motor. Mas ela tem consciência de que, para o cliente, comprar um motor de avião representa um gasto milionário (21 milhões de dólares, para ser mais exato). E a despesa não termina com a compra — os clientes (as companhias aéreas) deparam com custos substanciais de manutenção para atender às normas do departamento de aviação de seu país e para assegurar a confiabilidade dos motores.
Portanto, em 1999, a GE introduziu uma nova sistemática de definição de preço. O conceito, denominado ‘power by the hour’ (energia por hora), oferece aos clientes a oportunidade de pagar uma tarifa fixa toda vez que utilizam o motor. Em troca, a GE é responsável pela manutenção e por garantir a confiabilidade da peça. Desse modo, os clientes podem possuir um motor GE a um custo menor. Os compradores de produtos empresariais valorizam essa opção porque ela elimina o fator risco. Em tempos de incerteza no setor, comprar motores novos para aeronaves novas significa um risco financeiro considerável. Com o sistema ‘power by the hour’, as companhias aéreas pagam apenas quando usam o motor. Além disso, não precisam se preocupar com despesas imprevistas de manutenção.
Os compradores têm a garantia de possuir um motor a um custo baixo, previsível, por meio de um preço predefinido. Esse tipo de sabedoria B2B ajudou a GE a consolidar sua posição de líder no levantamento feito pelo Financial Times das Empresas Mais Respeitadas do Mundo. Diretores-executivos de 20 países a colocaram em primeiro lugar durante seis anos. A compreensão que a GE tem do mercado de produtos empresariais, sua forma de fazer negócios e seu marketing impulsionaram o crescimento de seu brand equity. De fato, no fim de 2003, o brand equity da GE foi avaliado em 53,6 bilhões de dólares pela Corebrand. “A marca GE é o que nos conecta e nos torna muito melhores do que as partes dela”, resume Comstock.
Fontes: Michael Skapinker, “Brand strength proves its worth”, Financial Times, 20 jan. 2004; Sean Callahan, “Exclusive: Microsoft, GE top brand equity study”, BtoB, 19 jan. 2004; “Marketer of the year special report”, BtoB, 8 dez. 2003, p. 16, 22; “More imagination”, Delaney Report, 20 out. 2003 p. 1; Sean Callahan, “BtoB Q&A: new GE CMO taps ‘imagination’”, BtoB, 11 ago. 2003; www.ge.com.
 
 
 

sábado, 7 de fevereiro de 2015

OS LIVROS DE MARKETING MAIS LIDOS EM 2014


 

OS 10 LIVROS DE MARKETING MAIS VENDIDOS EM 2014

 
O Marketing trata de mercado e tendências de negócios. Portanto é uma das áreas mais lidas e pesquisadas por todos aqueles que estão de olho nas mudanças do mundo dos negócios nesta era de crise e mutações no mercado mundial e nacional.

O norte-americano Philip Kotler, considerado o Papa do Marketing, é o autor mais lido tanto no Brasil como em todo o mundo. Seus livros tem traduções simultâneas em todos os idiomas do mundo. Suas ideias sobre os negócios e o mercado são estudadas e aplicadas tanto pelas grandes empresas como médias e pequenas. E ajudam os empresários e homens de negócios a melhorar o desempenho de sua empresa num mercado cada vez mais competitivo.

O livro Marketing 3.0, de Philip Kotler, se mantém na liderança do ranking exclusivo do Mundo do Marketing. Em 2014, marcou a volta de A Calda Longa entre os best sellers.    

Pelo quarto ano consecutivo, o livro Marketing 3.0 é o mais vendido entre os títulos de Marketing no Brasil. A obra de Philip Kotler mantém o autor como o mais lido entre os profissionais na área pelo sétimo ano consecutivo e desde que o Mundo do Marketing passou a realizar o levantamento exclusivo dos livros mais vendidos do ano. Somente em 2008 o título não aparece na listagem, porque ainda não havia sido lançado.

 
Um livro que nunca saiu dos Top 10 é Administração de Marketing, também de Kotler. Depois de ter sido o mais lido durante três anos, a publicação caiu do segundo para o quinto lugar em 2014. O ranking deste ano não traz nenhuma obra nova. Pelo contrário. Marca a volta do best seller A cauda longa, de Chris Anderson, na terceira colocação. O segundo lugar entre os mais vendidos também é de um velho conhecido: A Estratégia do Oceano Azul, de W. Chan Kim e Renée Mauborgne.

As demais posições do ranking seguem como uma dança cadeiras, pois todos já estavam na listagem em 2013. Os brasileiros A Menina do Vale e O Segredo de Luisa, dois títulos sobre empreendedorismo, subiram uma posição cada, em sexto e sétimo, respectivamente, enquanto Os 8 Ps do Marketing Digital caiu duas e está em oitavo lugar.

OS 10 MAIS LIDOS SÃO:

1. Marketing 3.0 - As Forças que Estão Definindo o Novo Marketing Centrado no Ser Humano, Philip Kotler, Hermawan Kartajaya, Iwan Setiawan, Editora Campus, SP.

2. A Estratégia do Oceano Azul - Como Criar Novos Mercados e Tornar a Concorrência Irrelevante, W. Chan Kim, Renée, Editora Ca.mpus, SP

3. A Cauda Longa - A nova dinâmica de marketing e vendas, Chris Anderson, Editora Campus, SP.

4. Marketing de A a Z - 80 Conceitos que Todo Profissional Precisa Saber, Philip Kotler, Editora Campus Elsevier, SP.

5. Administração de Marketing  - 14º Edição, Philip Kotler, Kevin Keller, Editora Pearson. SP.

6. A Menina do Vale - Como o empreendedorismo pode mudar sua vida, Bel Pesce, Editora Casa da Palavra, SP.

7. O Segredo de Luísa - Uma ideia, uma paixão e um plano de negócios, Fernando Dolabela, Editora Sextante, SP.

8. Os 8 Ps do Marketing Digital - O Seu Guia Estratégico de Marketing Digital, Conrado Adolpho Vaz, Editora Novatec, SP.

9. Marketing de Crescimento - 8 Estratégias para conquistar mercados, Philip Kotler, Milton Kotler, Editora Elsevier, SP.

 10. A Lógica do Consumo - Verdades e Mentiras sobre por que compramos, Martin Lindstrom, Editora Agir, SP.

 

sexta-feira, 5 de dezembro de 2014

O PIONEIRISMO DE EDUARDO PINHEIRO LOBO - MARKETING E RP NO BRASIL


EDUARDO PINHEIRO LOBO (02-12 1876\15 -02-1933)


EDUARDO PINHEIRO LOBO, PIONEIRO DAS RELAÇÕES PÚBLICAS E MARKETING

Prof. Dr. Sebastião Breguêz

O engenheiro Eduardo Pinheiro Lobo é o pioneiro das Relações Públicas no Brasil. Ele foi o fundador do primeiro Departamento de Relações Públicas da The São Paulo Tramway Ligth and Power Co. Limited, a Companhia Paulista de Energia Elétrica Ligth, em 1914, hoje denominada Eletropaulo Eletricidade de São Paulo S/A. Em sua criação, este departamento ficou encarregado dos “negócios da Companhia com as autoridades estaduais e municipais, passes escolares”.

Pouco se sabe de sua vida particular de Eduardo Pinheiro Lobo. Entretanto, há uma tese de mestrado da alagoana Mirtes Torres, sob a orientação do prof. dr. José Marques de Melo, da Umesp, sobre  a vida e obra do ‘pai das RRPP brasileiras’. A tese está dentro do projeto Memória Midiática Brasileira e foi apresentada em 2000 na UMESP, em São Bernardo do Campos, SP. 


Eduardo Pinheiro Lobo nasceu na cidade de Penedo, Alagoas, em 2 de dezembro de 1876 – 16 anos antes de se ter usado no mundo, pela primeira vez, a expressão "Public Relations", conforme pesquisas realizadas nos Estados Unidos. A casa onde nasceu foi tombada pelo Patrimônio Histórico.

Após os estudos primários, com apenas nove anos de idade, foi enviado para o Rio de Janeiro a fim de cursar o Colégio Militar, carreira que pretendiam fosse por ele seguida.

No entanto, por volta de 1896, motivos relacionados com a Revolta da Armada, encabeçada por Custódio de Mello, contra o Governo de Floriano Peixoto, fizeram com que o jovem Eduardo Pinheiro Lobo, então com 19 anos de idade, interrompesse a carreira e seguisse para Inglaterra, a fim de estudar engenharia.

Completados os estudos, retornou ao Brasil, passando a residir em São Paulo, onde constituiu família, casando-se com Dona Ema Schwob. O casal teve os filhos Jose Marcos Eduardo, Hilda Maria Francisca, Rodolfo Gabino, Ema Suzana, Olga Sara e Edgard.

Este último, há pouco tempo falecido, foi médico pediatra de grande valor e dedicação à profissão. Tive o privilégio de com ele conviver durante muitos anos, por ter sido o médico de meus filhos.

Viúvo aos 40 anos de idade, Eduardo Pinheiro Lobo assumiu, então, todas as responsabilidades da família, dedicando-se a ela com desvelo, paralelamente com sua atividade na empresa.

Seu "hobby" era tirar fotografias. Ele mesmo gostava de fazer a revelação dos filmes e as cópias, possuindo em sua casa um pequeno laboratório, mas as suas preocupações e o grande volume de trabalho que lhe era atribuído, fizeram-no abandonar cedo essa atividade.

Ao radicar-se na cidade de São Paulo, trabalhou inicialmente em uma indústria – a Fábrica Penteado –, depois na Companhia de Gás de São Paulo, e, em 1906, ingressou na "The São Paulo Tramway, Light and Power Company Limited", empresa canadense que, no início do século, havia sido constituída e tinha concessão dos transportes coletivos em bondes elétricos e do fornecimento de energia elétrica na cidade de São Paulo.

No início de 1914, a direção da Light, sentindo a necessidade de um setor especializado para cuidar do seu relacionamento com os órgãos da imprensa e com os poderes concedentes, criou, por meio de um "Aviso Interno", baixado em 30 de janeiro daquele ano, o Departamento de Relações Públicas, com aquelas funções específicas, e outras que mais tarde viessem a lhe ser atribuídas.

A chefia do referido departamento – o qual, de acordo com o citado aviso, se tornaria efetivo a partir de 1º de fevereiro de 1914, foi confiada a Eduardo Pinheiro Lobo, que já vinha prestando serviços à empresa em outro setor, e se revelara capaz de imprimir as diretrizes que se tinha em vista para o novo órgão

Circunstância curiosa é a de que, no aviso em questão, embora redigido em inglês, como era usual, na época, por se tratar de uma companhia canadense, as palavras "Relações Públicas" apareciam em português, entre aspas, admitindo-se que tenha sido essa a primeira vez que tal expressão foi escrita, num documento, em outro idioma que não o inglês.

Existem razões para supor que a nomeação do Dr. Eduardo Pinheiro Lobo para este posto, e mesmo a criação do Departamento de Relações Públicas, tenha sido uma surpresa.

Essa suposição encontra justificativa em uma notícia publicada no jornal A Gazeta, de São Paulo, em 2 de fevereiro de 1914, que dizia: "Ouvimos que se darão proximamente várias modificações na direção da Light em São Paulo. Ao que nos disseram, o Dr. Eduardo Pinheiro Lobo, atual superintendente da Luz e Força, será nomeado vice-presidente da companhia, sendo substituído naquele cargo pelo Sr. Raink, chefe da Light em Sorocaba".

Tal nota, observe-se, foi divulgada no dia seguinte àquele em que o Departamento de Relações Públicas da Light iniciara suas atividades.

A instalação do Departamento de Relações Públicas ocorreu numa ocasião em que a empresa atravessava período difícil, porque o aumento da demanda de energia elétrica absorvia a capacidade de geração de suas duas usinas, uma hidráulica e outra a vapor.

A seca, durante o ano de 1914, fora rigorosa e estava a Light no fim dos seus recursos hidráulicos, quando conseguia receber energia de uma usina construída na cidade de Sorocaba, no interior do Estado de São Paulo.

O reservatório de regularização, alimentador da usina hidrelétrica de Parnaíba, no rioTietê, esta desde o último trimestre de 1913 com o nível muito baixo.

O suprimento recebido de Sorocaba constituiu um alívio, normalizando a situação, mas, até então, qual teria sido a opinião do público a respeito?

Pesquisas realizadas em recortes de jornais da época não revelaram a existência de publicações em que a empresa aparecesse como culpada pela situação, que se sabia ser causada pela prolongada estiagem, reduzindo a vazão do rio onde se situava a principal usina do sistema elétrico.

Isso revela, sem dúvida, ter sido desenvolvido um bom trabalho de Relações Públicas, na manutenção de um relacionamento eficaz com a imprensa, objetivando o esclarecimento da opinião pública.

O mérito de Eduardo Pinheiro Lobo foi de criar, pela primeira vez no Brasil, um setor de Comunicação numa empresa estatal que tinha como objetivo principal manter a opinião pública paulista informada sobre as ações da Light. Nesta época, haviam muitos protestos populares contra os serviços oferecidos pelas empresas estatais, cuja baixa qualidade traziam grandes insatisfações no seio dos consumidores. Dessa forma, o trabalho das Relações Públicas no Brasil, nasceu tentando mudar a visão que as pessoas tinham, já no início do século e na cidade mais desenvolvida do país sobre a qualidade dos serviços oferecidos pelas empresas governamentais. Pinheiro Lobo, de formação técnica e sem conhecer profundamente os processos da Comunicação Empresarial, conseguiu manter um fluxo de informações entre a Ligth e a Opinião Pública e ganhou, aos pouco, confiança do público consumidor, criando uma imagem positiva da empresa. Pinheiro Lobo desenvolveu esta atividade na Ligth até 1935.

É interessante notar que as Relações Públicas, enquanto atividade sistemática e profissional nas empresas ( sejam públicas, privadas ou mistas) só vão se desenvolver no Brasil a partir dos anos 50.  É a partir daí que surgem Cursos na Fundação Getúlio Vargas, no Rio, e posteriormente, nas atividades da Associação Brasileira de Relações Públicas (ABRP), que reagrupa os profissionais mais conhecidos da época. Entretanto, o papel de Eduardo Pinheiro Lobo foi inédito e importante para iniciar uma importante área de Comunicação no Brasil. Por isto, ficou na história como ‘pai das Relações Públicas’ no Brasil.

domingo, 7 de setembro de 2014

PHILIP KOTLER, PAPA DO MARKETING, EM BEAGÁ

PHILIP KOTLER, PAPA DO MARKETING, EM BEAGÁ



Philip Kotler, o Papa do Marketing, esteve em Belo Horizonte e deu  show de excelência no Palácio das Artes, em seminário inédito sobre como criar, conquistar e dominar mercados. Referência mundial quando se trata de marketing, dentro das empresas e das universidades, o americano Philip Kotler, de 83 anos, esteve em Belo Horizonte pela primeira vez para a o seminário HSM – “The best of Philip Kotler – Como criar, conquistar e dominar mercados”, organizado pelos centros universitários UNI-BH, UNA e pela HSM Educação Executiva, no Palácio das Artes. Com plateia lotada e sedenta de informação, o mestre compartilhou todo o seu conhecimento e know-how na área.

Kotler falou de como repensar o marketing em uma era de grandes mudanças, das megatendências do mundo de hoje e como explorá-las, do marketing como impulsor do crescimento da empresa, das últimas tendências em tecnologia de marketing e quais as forças que estão definindo o novo marketing centrado no ser humano. Informações restritas aos presentes no evento ou compartilhadas, pelo menos parte delas, nos muitos de seus livros (são mais de 50 títulos). Aliás, os mais recentes são Marketing 3.0, Winning at innovation e Market your way to growth: 8 ways to win. Incansável, ele não para de produzir e trabalhar. Atua como consultor de grandes corporações (General Electric, IBM, AT&T, Honeywell, Michelin e Merck, para citar algumas), é palestrante mundial e professor na Kellogg School of Management, da Northwestern University.

Mestre pela Universidade de Chicago e com Ph.D. pelo MIT, ambos em economia, chamou a atenção no seminário sua visão sobre a importância da inovação para as empresas sobreviverem no mercado atual. Kotler destaca que aperfeiçoar não é inovar e reforça que inovar não é uma escolha. “As empresas precisam criar internamente uma mentalidade de inovação. A maioria espera que ideias e iniciativas surjam naturalmente. Continuam fazendo a mesma coisa ou tentando aumentar a eficiência em vez de buscar coisas novas para fazer. Lembre-se de que, em alguma garagem, algum inovador está produzindo algo que tornará obsoleta sua empresa e, talvez, todo o seu setor de atividade.” Ele alerta que para ter sucesso em inovação é preciso, entre outras coisas, “estabelecer uma relação de trabalho forte entre inovadores, profissionais de marketing e facilitadores; indicar pessoas para atuar nas funções de ativador, buscador, criador, desenvolvedor, executor e facilitador; e convidar clientes e outros stakeholders para cocriar seu futuro.”

Para crescer mais e melhor, Philip Kotler reforça a importância do marketing digital. Ninguém sobrevive mais sem o uso da tecnologia. “As empresas carecem de mente digital. A tecnologia mudou a forma de fazer negócio. Antes, o cliente só sabia da empresa pelo comercial da TV. Hoje, além de ter acesso a tudo sobre o produto antes de comprá-lo pela internet, ainda troca opinião com o amigo, com as redes sociais. As novas mídias se tornaram ferramentas de marketing. A forma antiga vai morrer, então? Não, mas a visão progressista é que haja a sinergia para um trabalho benfeito. Hoje, entre 25% e 35% usam as duas mídias. Minha previsão é que daqui a cinco anos o orçamento das empresas será dividido em 50% entre a mídia nova e a antiga.”

Para o sucesso de uma marca, Philip Kotler lembra que é preciso tornar os clientes não só consumidores, “mas seguidores e fãs. A busca é ter um cliente que espere pelo seu próximo produto, este é o segredo da grande empresa, como a Apple por exemplo. Agora, não importa se você tem uma pequena ou média empresa, com orçamento limitado e um só tiro, uma bala de prata. Os princípios para fazer a diferença são os mesmos, mas de forma escalonada. Formar um clube, dar pontos de frequência para quem compra mais o produto, enfim, impactar o cliente. Não acho que exija sempre um alto gasto com campanhas. Às vezes, de 10 comerciais de 30 segundos, a maioria vai se lembrar de um. Então, por que gastar tanto? Para quem não tem dinheiro, basta uma ideia brilhante, uma página do Facebook que repercuta, novas e interessantes ideias que se comuniquem com as pessoas, claro, que identifique seu cliente”.

Para finalizar, Kotler enfatizou que o conceito de marketing atual, como ele funciona num panorama amplo, envolve: “O marketing integrado (produtos, canais, preços, os 4ps), o de relacionamento (clientes, funcionários, parceiros), o interno (é preciso ser bom com a alta gerência e com os outros departamentos) e com o bom marketing que vai se mostrar socialmente responsável”. Aliás, ele ensina que as empresas precisam dar o salto para o estágio do marketing 3.0, “que, além da razão e emoção, tem de incorporar o espírito, ou seja, se preocupar com o mundo, com o planeta e com as boas práticas para o meio ambiente. Assim, a empresa terá clientes comprometidos, engajados e que vão falar para outros porque seu negócio é bom, porque gosta do seu produto ou serviço. O cliente vendedor é a missão da empresa. E, no fim, esse cliente vai até comprar papel da sua empresa”. 

VALIOSAS DICAS DE KOTLER


Estratégias para vencer:
1) Construção de market share
2) Desenvolvimento de clientes e stakeholders 
engajados
3) Criação de marcas poderosas
4) Inovação em novos produtos, serviços e experiências
5) Expansão internacional
6) Fusões, aquisições, alianças e joint ventures
7) Cultivo de uma reputação notável em responsabilidade social
8) Parcerias envolvendo governo e ONGs 

Algumas características das empresas 
mais amadas:
1) Alinham os interesses de todos os grupos de 
stakeholders
2) O salário de seus executivos é relativamente modesto
3) Adotam uma política de “portas abertas” de acesso à alta gerência
4) A remuneração e os benefícios de seus 
funcionários são elevados para a categoria; o treinamento de seus funcionários é mais longo; e a rotatividade de mão de obra é menor
5)Contratam pessoas que têm 
entusiasmo pelos clientes.

sábado, 16 de agosto de 2014

MARKETING/RELAÇÕES PÚBLICAS - NOÇÃO DE PÚBLICO

NOÇÃO DE PUBLICO EM RELAÇÕES PÚBLICAS
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Prof. Dr. Sebastião Breguez


 
A palavra público está intimamente ligada à noção mesma da atividade de Relações Públicas, que é trabalhar públicos e Opinião Pública. Desde que Ivy Lee, na primeira década desde século, iniciou as atividades de relações públicas (ele já era homem de comunicação, era jornalista) já se tinha uma noção clara e precisa do que era público ou mesmo opinião pública. A noção de público se contrapõe à noção de elite e de massa. ELITE é a minoria prestigiada e dominante num determinado grupo social ou mesmo país, constituída de indivíduos que detém o poder (econômico, político, social).

A noção de MASSA envolve um grande número de pessoas que mantém entre si uma certa coesão de caráter social, cultural, econômico. Público, segundo Aurélio Buarque de Holanda (NOVO DICIONÁRIO DA LÍNGUA PORTUGUESA, Rio, Ed. Nova Fronteira) vem do latim publicu, é tudo relativo ou pertencente ou destinado ao povo, coletividade; conjunto de pessoas que leem, veem ou ouvem uma obra literária, dramática, musical; conjunto de pessoas que assistem efetivamente a um espetáculo, uma reunião, a uma manifestação; assistência ou auditório; o público da corrida, do futebol, do congresso‚ disco, de uma sessão do cinema, de um concerto; conjunto de pessoas a que se destina uma mensagem artística, jornalística, publicitária; sociologicamente, um agregado ou conjunto instável de pessoas pertencentes a grupos sociais diversos, e dispersas sobre determinada área, que pensam e sentem de modo semelhante a respeito de problemas, gostos ou movimentos de opinião. Assim, público externo é o segmento do público de certa forma relacionado às atividades de uma empresa ou organização, mas que não faz parte integrante desta (fornecedores, consumidores, autoridades governamentais, público em geral).

Público Interno é o segmento do público constituído essencialmente dos diretores e empregados de uma empresa ou organização, incluindo, eventualmente, acionistas, conselheiros, vendedores, etc.

Já o professor Cândido Teobaldo de Andrade (DICIONÁRIO PROFISSIONAL DE RELAÇÕES PÚBLICAS E COMUNICAÇÃO, SP, Ed. Saraiva) no verbete público ( entre várias definições) diz: "Para as RRPP este vocábulo adquire uma significação especial, pois se refere aos grupos de indivíduos cujos interesses comuns são atingidos pelas ações de uma organização, instituição ou empresa da mesma forma que os atos desses grupos se refletem na organização ( ver o Guia de Relações Públicas do Exército).

Uma outra formulação vem dos estudos do sociólogo Gabriel Cohn, em sua tese de doutoramento, na USP, publicada em livro (SOCIOLOGIA DA COMUNICAÇÃO, SP, Ed. Pioneira, 1973). O autor estuda exaustivamente as noções de Massa, Público e Elite. Ele diz que a noção de público é inseparável daquelas de opinião (na área política) e gosto (na esfera estética).Assim, público envolve a noção de cidadão (no campo político). Historicamente, então, o público aparece sociedades quando há manifestações políticas em favor de um ou outro partido político, ou então, de preferências religiosas (depois do aparecimento do Protestantismo, por exemplo), ou mesmo preferências culturais (com a criação da imprensa móvel por Gutemberg, no Séc. XV, que permitiu a difusão da mensagem impressa através de jornais e livros - o que favoreceu a difusão da literatura, da filosofia e das doutrinas políticas). Portanto, desde o século XV já tínhamos a formação da Opinião Pública ( com públicos diferenciados). Depois da revolução Francesa, que derrubou a Monarquia, cria-se o Estado Moderno com partidos políticos - foi na Revolução Francesa, por exemplo, que surgiu a noção de esquerda ou direita. Com a revolução Industrial, cria-se as empresas que passam a dominar o mercado da produção e do consumo - ai surge a noção de público-consumidor, que mais tarde é desenvolvida.

Público, assim, é um termo com que os homens de Comunicação se defrontam no seu cotidiano; está presente no vocabulário de políticos, homens de empresas, jornalistas, publicitários, administradores de empresa, etc. A palavra ganhou notoriedade e está muito ligado ao fenômeno da Opinião Pública. Usa-se e abusa-se da palavra público, o que induz obviamente à dispersão de conceitos e se confundem conceitos como público, povo, massa, multidão, etc. Daí a necessidade, para o profissional de Relações Públicas, de fazer a delimitação conotativa do termo de modo a utilizar a expressão em sua concepção mais adequada. Todos os vocábulos mencionados acima supõem um número que é o grupo de gente em processo de manifestação, resposta-estímulo, identificação e integração. O público, todavia, implica uma característica particular, situada acima do grupo, que supera os impulsos de agregação interior para revelar certa forma de coesão exteriorizada.

O termo público em RRPP indica "relações com o público". O que é, então, um público? O público é um grupo de pessoas que se distinguem das outras por uma ou mais características em comum, como ler o mesmo jornal, trabalhar para a mesma companhia, professar a mesma religião, frequentar a mesma escola ou viver no mesmo bairro. Todo público está sujeito a uma análise baseada em uma pesquisa separada. Cada público tem suas atitudes próprias. Desenvolveram-se formas e meios de eficiência comprovada para atingir públicos individuais. O trabalho dirigido a um público muitas vezes obtém um impacto em outros. A extensão desse fenômeno é medida pela pesquisa e levada em consideração na distribuição de recursos para o esforço geral das Relações Públicas.

Os públicos tem sido comparados a alvos. Cada público pode ser corretamente considerado como um alvo das Relações Públicas. Difere, porém, do alvo em um ponto muito mais importante no sentido militar. O alvo militar, ao ser atingido, destruído ou posto fora de ação. No trabalho de RP, o alvo (ou público), ao ser atingido plena e eficientemente, torna-se um aliado que passa a auxiliar a tarefa das RRPP. Acionista, por exemplo, com quem se realiza uma campanha de RP bem sucedida, tudo fará para fomentar o apoio de outros indivíduos e de outros públicos.

O estudo da natureza do público em RP não constitui motivo de inquietação para a maioria dos autores de livros de Relações Públicas. Entre os escritores norte-americanos apenas Bertrand Canfield, Scott Cutlip, Allen Center e Harwood Childs, talvez porque voltados para os fundamentos psicossociológicos de RRPP, cuidaram do problema com certa profundidade, estabelecendo conceitos e diretrizes a respeito do público. A verdade é que muitos profissionais de Relações Públicas, afirmando um pragmatismo a si próprio conveniente, deixam de lado essa questão, como se o estudo da "matéria prima" de RP fosse uma diminuição para os seus altos conhecimentos práticos do assunto. Outros, porém, preocupam-se em procurar uma conceituação psicossociológica de público, como primeiro e fundamental passo para a compreensão e o êxito das atividades de RRPP. De qualquer maneira, existem anotações acerca do público, empíricas ou científicas, o que demonstra a necessidade de uma diligência maior em torno do problema.

Tem havido zelo por parte dos estudiosos de Relações Públicas em chamar a atenção para o fato de que não existe um só tipo de público. Em Paris, durante uma série de conferências, já em 1959, sob o tema Técnicas atuais de RRPP, L. Justet assim se expressou: "Pode-se dizer que as RRPP se dirigem ao público, ou mais exatamente aos dirigentes públicos. Com efeito, uma ideia a ser guardada nesta série de conferências, que não existe um público, mas uma pluralidade de públicos, um grande número de públicos que são, de tal forma, diferentes uns dos outros que falar a um, não quer dizer, que os outros possam compreender-nos.

Ibany da Cunha Ribeiro, na monografia Relações da Administração com o Público ( 1950), diz: " Logo, o público ‚ uma abstração, e o que realmente existe são diferentes públicos que devem ser isolados e tratados por processos diferentes, não só quanto a sondagens de opinião, como para a veiculação de informações, efetivação de trabalho educativo ou quanto ao atendimento geral".

Interessante observar que, nessa monografia, Ibany da Cunha Ribeiro ao empregar a palavra público quase sempre a usou entre aspas, como, por exemplo, nesta frase: "Como a ação da publicidade é de efeito lento no espírito humano para se conseguirem resultados mais rápidos e econômicos devem ser isolados os elementos componentes do "público" em grupos de interesses afins".

"Para fins de RRPP, pode-se considerar a cidade tendo, não apenas um tipo de público, mas vários, significando isto que há grupos com maiores e menores interesses em comum. Alguns dos tipos de públicos mais comuns, selecionados quase ao acaso, podem ser mencionados apenas à guisa de ilustração; contribuintes que poderão ser subclassificados de acordo com o imposto que pagam; grupos comerciais ou industriais; crianças em idade escolar; pais de crianças em idade escolar; grupos eclesiásticos; organizações de trabalho; pessoas que recebem assistência pública; pessoas que trabalham em centros de diversões; grupos raciais; funcionários da Municipalidade; pessoas à procura de empregos; credores e estabelecimentos financeiros; fornecedores da Municipalidade; consumidores de serviços públicos; e assim por diante, uma lista quase sem fim" (Instituto Brasileiro de Administração Municipal, Leituras de Administração Municipal).

Numa empresa, tradicional, ou mesmo organização/instituição, os públicos se dividem em:
1) PUBLICO INTERNO;
2) PUBLICO EXTERNO;
3) PUBLICO MISTO.

1. PÚBLICO INTERNO é o constituído pelo grupo de pessoas que trabalham diretamente na Empresa, instituição ou organização. Enfim, ‚ o grupo de pessoas que é capaz de gerir a Empresa, ou seja:

1.1. Funcionários em geral (proprietários, diretores, empregados, enfim, todo o pessoal da empresa.

2. PÚBLICO EXTERNO é conjunto de indivíduos que são segmentados por interesses comuns em relação à sociedade, e que, possam estar ligados direta ou indiretamente com uma Empresa, Instituição ou Organização. Entre estes segmentos podemos citar os seguintes:

* Acionistas da empresa;
* Associações de Classe;
* Comunidade em geral (população);
* Comunidade Vizinha;
* Concorrentes;
* Concorrentes (clientes, fregueses, pacientes, usuários etc);
* Entidades em geral;
* Fornecedores;
* Governo (Poderes: Executivo, Legislativo e Judiciário; Federal,
Estadual e Municipal);
* Imprensa (Rádios, Jornais, Televisões etc);
* Revendedores (Distribuidores etc);
* Sindicatos (Patronais, de Empregados, etc).

3. PÚBLICO MISTO é o que tem, simultaneamente, características de público interno e externo, entre estes podemos destacar os seguintes:

* Conselho de Acionistas;
* Família dos Funcionários:
* Prestadores de serviços ( que trabalham em empresa )